Moderno ou Retrô? A escolha é sua, com apenas um botão!

Júnior Malacarne: Autoria e Edição (com suporte de IA na pesquisa e edição)

Imagens: Internet


Fala pessoal! Para gamers de longa data que conheceram e presenciaram o melhor da evolução dos videogames ao longo dos anos, quando bate aquela vontade de jogar videogame, ao que vocês recorrem primeiro: conhecer um jogo novo, com novas opções de jogabilidade, com gráficos e áudio aprimorados, ou simplesmente voltar a curtir aquele jogo retrô onde nossas emoções encontram um lugar reconfortante para resgatar boas memórias e sentimentos, ou até mesmo garantir uma boa jogatina por caminhos que nosso cérebro já conhece e domina bem?

Se você se pegar na dúvida, como muitas vezes eu me pego, uma boa saída são os jogos que têm sido relançados ultimamente com a opção de alternar entre um modo retrô, com gráficos e som originais de quando foi lançado décadas atrás, ou com um visual e estilo modernos, remasterizados com nitidez e estilo mais atual. São boas opções que, muitas vezes, podemos alternar entre as duas experiências com apenas um botão. Duas formas de jogar em um jogo só.

Gostou da sugestão? Então se liga em algumas opções que você pode escolher para curtir essa jogatina “dupla”:

Alex Kidd in The Miracle World DX

Desenvolvido pela Jankenteam e publicado pela Merge Games em 2021 para diversas plataformas (PC - Steam, Epic e GOG -, Playstation 4 e 5, Nintendo Switch, Xbox One e Series X/S), o título é uma releitura completa do clássico absoluto do Master System (1986). A missão aqui não foi reinventar a roda, mas dar a ela o acabamento que o tempo e a tecnologia moderna permitem.

Sob a superfície das mecânicas de plataforma e do divertido jokenpô (pedra, papel e tesoura) contra os chefes, Alex não sai por Radaxian por puro entretenimento; ele descobre sua linhagem real e assume o dever de resgatar seu irmão gêmeo (Egle) e libertar seu povo das mãos do usurpador Janken, o Grande. Há uma bonita mensagem subjacente sobre sacrifício pelo próximo, honra e a importância da unidade familiar diante da tirania. É o tipo de valor nobre que torna a jornada do pequeno herói ainda mais especial.

Nessa edição DX os cenários de Radaxian ganharam vida com uma arte vibrante, detalhada e cheia de carisma, que repagina completamente a ilha sem perder o design original. A trilha sonora também recebeu um tratamento fantástico, com arranjos retrabalhados que mantêm as melodias chiclete na cabeça, agora com instrumentação rica e refinada. Mas para os saudosistas, basta apertar um botão para alternar em tempo real entre o visual moderno e os gráficos originais de 8 bits — um recurso simples, mas sempre gratificante.

Além disso, os desenvolvedores optaram por manter a sensibilidade original dos controles e da física, mantendo a dificuldade e o desafio, mas trouxeram como opção o recurso moderno de vidas infinitas para acomodar jogadores mais casuais.



Em Alex Kidd DX, a ilha de Radaxian ganha vida nova sem perder o charme do design original de 1986. 


Wonder Boy - The Dragon’s Trap

Lançado originalmente em 1989 para o inesquecível Master System (e mais tarde para o Game Gear e Mega Drive, e sob o nome Dragon's Curse no TurboGrafx-16), o jogo recebeu em 2017 um remake irretocável desenvolvido pela Lizardcube e publicado pela Dotemu para PC (Steam, Epic e GOG), Nintendo Switch, Playstation 4 e XboxOne. Além disso, ganhou mídias físicas caprichadas para Switch e PS4 em 2018, adaptações para iOS e Android em 2019 e uma versão para PS5 em 2022.

O “novo Wonder Boy” é um exemplo magistral de como restaurar um clássico sem violar sua essência: a direção de arte trocou os sprites pixelados por animações desenhadas à mão espetaculares, que parecem dar vida a um desenho animado de época. As músicas originais de Shinichi Sakamoto foram regravadas com instrumentos reais por uma orquestra e músicos de altíssimo nível. Mas além do deslumbre com a nova arte do jogo, o jogador ainda tem o “toque mágico” de um botão para experimentar o estilo 8 bits clássico - bom para recordar os velhos tempos, ou para conhecer essa história, no caso de alguém que esteja sendo apresentado à franquia pela primeira vez.

The Dragon’s Trap nos entrega uma metáfora belíssima sobre humildade, resiliência, perseverança e a busca pela restauração. O jogo começa justamente no ápice da vitória: o herói derrota o Dragão Mecha no Castelo do Dragão. Porém, ao cair, o vilão lança uma maldição que transforma o protagonista em um Dragão antropomórfico. Despojado de sua forma humana e de suas armas lendárias, o herói precisa aprender a lidar com sua nova condição e percorrer um mundo hostil para encontrar a Cura.

Ao longo da jornada, cada dragão derrotado transforma o personagem em uma forma diferente — Homem-Lagarto, Homem-Rato, Homem-Piranha, Homem-Leão e Homem-Pássaro. Cada uma dessas formas traz limitações, mas também virtudes e capacidades únicas (como nadar, voar ou se esgueirar por frestas pequenas) - uma jogabilidade dinâmica que serve como um abraço para fãs de games de plataforma clássicos.

O game já estava muito à frente do seu tempo em 1989. Trata-se de um jogo de plataforma e ação com exploração não-linear — um autêntico precursor do que hoje chamamos de Metroidvania. A nova edição traz a personagem feminina (Wonder Girl) e aceita até mesmo os passwords originais do jogo de 1989 no Master System. 1989 ou 2017: a escolha é sua com apenas um botão!


O remake de Wonder Boy é um exemplo magistral de como restaurar a essência visual de uma obra de arte.

Asterix & Obelix XXL Romastered

A Microids pegou um jogo clássico dessa querida dupla de gauleses lançado em 2003 pela Atari para Playstation 2, Game Cube e PC/Windows (com uma versão adaptada para Game Boy Advance) e lançou uma versão remasterizada de respeito em 2020 para Playstation 4, Xbox One, Nintendo Switch e PC.

Desenvolvido pela Osome, o game é uma aventura com ação 3D que mistura elementos de plataforma e hack n’ slash. A trama acompanha Asterix e Obelix em uma jornada pela Europa para resgatar seus companheiros de vila, que foram sequestrados pelas forças de Júlio César. O companheirismo e lealdade ao lutar para proteger sua comunidade, conhecidos da dupla, estão presentes em todo o game.

Além da ação, o foco da jogabilidade está na exploração de cenários tridimensionais e na resolução de pequenos quebra-cabeças ao longo das fases. O jogador single-player controla Asterix quase todo o tempo, com Obelix o acompanhando e podendo ser controlado em momentos que exigem sua força bruta. Power Ups estão presentes, espalhados nas fases ou através de compra com um druida vendedor que aparece pelos cenários: ataques especiais, poção mágica que concede mais força e velocidade a Asterix e melhorias na barra de saúde.

O grande destaque do jogo é então a possibilidade de alternar entre o modo moderno, com melhorias na iluminação, câmeras e modelos de personagens entregando uma boa repaginação em alta definição, e o modo retrô, que mantém a arte original de 2003, preservando a nostalgia da 6ª geração de consoles.


A icônica dupla de aventureiros gauleses também te proporciona a experiência de alternar entre visuais modernos e retrô

Legacy of Kain Soul Reaver 1&2 Remastered

A aventura gótica que foi um clássico da época dos polígonos, protagonizada pelo vampiro/ceifador de almas Raziel, também retornou em tempos modernos com alta definição e acréscimo de mecânicas atuais.

As primeiras versões foram desenvolvidas pela Crystal Dinamics e publicadas pela Eidos para Playstation1, PC/Windows e Dreamcast em 1999 (Soul Reaver) e para Playstation 2 e PC/Windows em 2001 (Soul Reaver 2). A versão remasterizada foi desenvolvida e publicada pela Aspyr Media em 2024 para PC (Steam), Playstation 4 e 5, Xbox One e Series X|S, e Nintendo Switch.

O enredo sombrio é considerado por muitos o ponto forte da franquia, especialmente dessas edições: traído e lançado ao Abismo pelo seu antigo mestre Kain por conta de seu “desenvolvimento” superior, o vampiro Raziel ressurge como um espectro ceifador de almas em busca de justiça pela desolada terra de Nosgoth, que vive uma longa decadência por conta da corrupção de seus governantes. Além disso o game traz uma narrativa madura com diálogos filosóficos, e atuação de vozes primorosa.

O jogador controla Raziel com seu corpo deformado e cadavérico, parcialmente escondido por seu famoso lenço, e pode planar com o que restou de suas asas, além de poder atacar com a espada Soul Reaver que se fundiu ao seu braço ao tentar atacar seu inimigo Kain pela primeira vez. As novas versões contam com bússola e mapa para guiar o jogador pelos cenários labirínticos que devem ser explorados, além de conter puzzles complexos para serem resolvidos.

Como recursos extras, podemos encontrar uma galeria de artes conceituais, modelos 3D e conteúdo de bastidores. E claro, o trunfo de preservação nostálgica dessa edição remasterizada é a possibilidade de alternar entre os gráficos antigos e os novos com apenas um botão.


Raziel ressurge com visuais aprimorados e a mesma atmosfera gótica marcante do primeiro PlayStation.

Tomb Raider Remaster

Tomb Raider quase dispensa apresentações, mas é uma honra poder falar dessa grande franquia que marcou a história dos videogames. A icônica heroína Lara Croft surge como uma corajosa e habilidosa arqueóloga “saqueadora de tumbas” na década de 90, se aventurando por relíquias de civilizações antigas em busca de artefatos raros disputados por várias pessoas, marcando toda uma era dos videogames com sua aparência, mecânica e enredo.

A franquia completa 30 anos de seu grande legado nesse ano de 2026 com lançamentos especiais, como a edição “Legacy of Atlantis” - um poderoso remake do primeiro jogo original (que, diga-se de passagem, não é a primeira vez que é refeito/relançado rs). Mas estando prestes a fazer aniversário, ela também recebeu primorosas edições remasterizadas dos seis primeiros games da franquia: I-II-III em 2024 e IV-V-VI em 2025, ambas para PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X/S e Nintendo Switch. Os originais foram lançados na época seguindo a seguinte ordem: Tomb Raider (1996) para Sega Saturn, PlayStation (PS1) e MS-DOS/PC (recebeu versão para N-Gage em 2003); Tomb Raider II (1997) para PlayStation (PS1) e Microsoft Windows (PC) (portado para Mac OS em 1998); Tomb Raider III: Adventures of Lara Croft (1998) para PlayStation (PS1) e Microsoft Windows (PC) (portado para Mac OS em 1999); Tomb Raider: The Last Revelation (1999) para PlayStation (PS1), Microsoft Windows (PC) e SEGA Dreamcast (portado para Mac OS em 2000); Tomb Raider: Chronicles (2000), PlayStation (PS1), Microsoft Windows (PC), SEGA Dreamcast e Mac OS; Tomb Raider: The Angel of Darkness (2003) para PlayStation 2 (PS2), Microsoft Windows (PC) e Mac OS X.

As novas edições trazem os mesmos enredos, as mesmas batalhas contra dinossauros e animais ferozes e aquelas mecânicas de saltos milimétricos e resolução de puzzles que tanto marcou os originais. Além disso, quem jogou os originais poderá ver que os gráficos continuam mantendo algumas texturas “quadradas” clássicas, porém com cores e desenhos com bem mais nitidez e maior resolução e iluminação, melhorando significativamente a experiência (certamente é um polimento em que esperávamos ver na tela da TV/PC a mesma qualidade que víamos na capa do encarte do game na época rs). O jogador também perceberá a adição de mecânicas renovadas de movimentação e câmera, trava de mira, barras de vida para chefes, modo fotografia dedicado e suporte a conquistas/troféus. Mas para os saudosistas de plantão, com apenas um botão é possível voltar no tempo e jogar os clássicos com os gráficos originais!


Lara Croft chegou surpreendendo os fãs da franquia ao trazer o merecido polimento aos games clássicos. Quer lembrar como era jogar Tomb Raider na década de 90? É só apertar um botão!

Menções Honrosas

A lista que traz essa possibilidade de escolher entre os dois modos, preservando a nostalgia e experimentando a modernidade, desfrutando do melhor dos dois, é mais extensa do que eu imaginava. Fazemos questão de fazer mais algumas menções de games para experimentar essa possibilidade: The Secret of Monkey Island: Special Edition (2009) e Monkey Island 2 (2010), Halo: Combat Evolved Anniversary (2011) e Halo 2 Anniversary (2014), StarCraft: Remastered (2017) e Dragon Quest XI S: Echoes of an Elusive Age (2019).

Revista MADV nº 14

Nossa última dica é a mais top de todas! Além da possibilidade magnífica de você poder tanto viver e relembrar os bons tempos de grandes clássicos dos games e ainda ter novas experimentações com releituras desses games ao alcance de apenas um botão, hoje em dia os produtores de games não deixaram de notar que os estilos de jogos que tanto cativaram os jogadores nos “anos dourados” da década de 80, 90 e 2000 são definitivamente atemporais, e estamos falando de plataformas de ação e aventura de rolagem lateral, Beat ‘em Ups e Shoot ‘em Ups, Run n’ Gun, corridas arcades, lutas 2D e tantos outros. E com isso temos visto nos últimos anos uma avalanche de lançamentos, relançamentos, remakes e remasterizações que mantém vivos esses estilos com novas histórias, revitalizam franquias clássicas com novas mecânicas e produções artísticas e, é claro, alegra gamers de várias gerações.

A equipe Muito Além dos Videogames não poderia ficar de fora e, com toda a sua expertise em abordar games retrô de todos os gostos e manter viva a nostalgia de tudo de bom que os videogames já nos trouxe e tem trazido até então, está lançando a edição nº 14 de sua revista que traz essa ideia de games “neo retrô”, se é que podemos chamar assim. Nela você vai encontrar Mega Man 11 já como matéria de capa, Streets of Rage 4, Power Rangers Rita’s Rewind, Rushing Beat X, Shinobi, Ninja Gaiden, Earthion e mais! Claro que não podemos deixar de dizer: essa edição está imperdível! Venha conhecer e se encantar por 34 páginas coloridas com esses “novos jogos retrô”, pois videogame que é bom nunca fica velho. Na Uiclap, Amazon e Google Play: adquira a sua e continua seguindo a gente, pois aqui nós vamos Muito Além dos Videogames!

Links para a compra:

Uiclap: Revista Muito Além dos Videogames #14 🕮 Loja UICLAP

Amazon: Revista Muito Além dos Videogames #14: Especial Mega Man 11 - Livros na Amazon Brasil

Google Play Livros: Revista Muito Além dos Videogames #14 de Luiz Miguel de Souza Gianeli – Livros no Google Play


Não perca a edição nº 14 da Revista MADV, recheada de nostalgia e focada na nova onda de jogos neo retrô!



Comentários (0)


Deixe um comentário