Encontrando Cristo em Red Dead Redemption 2
Autoria: Carlos Henrique Gomes
Edição: Júnior Malacarne
Imagens: Internet
Red Dead Redemption 2 é, sem dúvidas, uma obra prima. Em meio a tanta mediocridade na indústria, esse é um jogo que não é apenas grande, mas também grandioso.
Nele, somos apresentados a Arthur Morgan, um fora-da-lei americano do final da era do velho-oeste, que faz parte da gangue de Dutch Van Der Linde, um homem carismático e inteligente a quem Arthur é profundamente leal.
A história começa com o bando em fuga após um assalto mal sucedido. Os nervos estão à flor da pele e o primeiro objetivo da gangue é encontrar um lugar para se esconder e sobreviver. Após a poeira baixar, Dutch e seus comparsas começam a traçar um plano para conseguir dinheiro para fugir definitivamente dos Estados Unidos, pois eles sabiam que as autoridades não deixariam de caçá-los. Como era de se esperar, esse plano não envolvia nenhum tipo de trabalho honesto e o grupo começa a se envolver em assaltos de todos os tipos.
As coisas começam a sair do controle e Arthur começa a se preocupar com a segurança dos membros do bando, já que nem todos ali são criminosos. Afinal, a gangue também recebia mulheres desamparadas e até mesmo crianças. Dutch, porém, fica cada vez mais obcecado em seu plano mirabolante de fuga, elaborando crimes cada vez mais violentos e inconsequentes com a promessa constante de que o próximo assalto será o último e com a infame frase “Arthur, eu tenho um plano”.
Arthur começa a questionar os limites da sua lealdade a Dutch até que algo acontece. Algo importante o bastante para fazer Arthur colocar toda a sua vida em perspectiva e se perguntar “como eu vim parar aqui”? Ele percebe que, por conta de sua lealdade a Dutch, ele jogou sua vida fora. Ele poderia ter vivido uma vida comum do lar, com uma esposa, filhos e uma terra para cultivar. Ele poderia ter sido feliz. Arthur percebe que, durante toda a sua vida, tomou as decisões erradas, colocando a sua fé em homens quebrados e em um estilo de vida desregrado, e parte em busca de redenção.
Encontrando a Redenção
Essa é uma palavra especial, tanto que está no nome do jogo: Red Dead Redemption. Entretanto, muitos não param para pensar em seu significado.
Temos a impressão que redenção é algo de bom que fazemos para compensar algum erro, como um jogador de futebol que marca um gol momentos após perder um pênalti. Arthur também pensa assim, pois ao perceber seu estado de miséria, tenta fazer o bem às pessoas ao seu redor para se redimir enquanto ainda há tempo. Mas não é esse o sentido original dessa palavra.
Segundo o Dr. Heber Campos Jr, na Grécia antiga, redenção era um termo comercial de libertação de escravos ou prisioneiros de guerra que, incapazes de serem libertos por si mesmos, eram redimidos de seu cativeiro mediante o pagamento de uma quantia de dinheiro por parte de quem os queria resgatar. Logo, redenção não é algo que fazemos por nós mesmos, mas algo que alguém faz por nós.
Arthur se viu em um cativeiro construído por seus próprios erros e tudo que ele queria era liberdade.
Você pode não ser um cowboy fora-da-lei, mas talvez já tenha se perguntado “o que eu estou fazendo da minha vida?”. Você pode não fazer parte de uma gangue de assaltantes, mas talvez também se sinta aprisionado pelo seu próprio desespero. Se você se encaixa em alguma dessas afirmações, eu trago uma boa e uma má notícia:
A má é que não há nada que você possa fazer para sair desse cativeiro.
A boa é que Jesus Cristo fez tudo o que era necessário para te resgatar.
O preço pago pela sua alforria é incalculável, pois custou o sangue do próprio Deus, que garante a sua plena liberdade. O orgulho pode mentir dizendo que podemos salvar a nós mesmos e que não dependemos de ninguém. Mas, você e eu, lá no fundo, sabemos que não conseguimos fazer isso sozinhos. E, pode parecer loucura, mas isso é motivo de esperança.
Porque não importa o quão bons conseguimos ser ou quão grossas são as paredes da nossa prisão, em Jesus nós sempre podemos encontrar redenção.
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