Os Videogames em “X-Men 97”
Ok amigos, eu sou um cara como muitos de vocês, lutando para conciliar as responsabilidades e demandas do dia a dia, enquanto tento aproveitar o pouco tempo livre que sobra para usufruir de algum bom entretenimento. Com isso não consegui assistir a série X-Men 97 quando foi lançada no ano passado (2024), mas consegui assistir agora em 2025. E como muitos de vocês também, estava animado para assisti-la pois lembro de acompanhar a série dos anos 90 quando era criança com muito entusiasmo, de ler alguns quadrinhos bem legais deles na época (que não eram tão fáceis para eu adquirir) e ter o Wolverine como um dos meus super-heróis favoritos.
X-Men 97 é uma excelente continuação da série dos anos 90, com ótima arte, reflexões profundas, enredo surpreendente e boas referências nostálgicas
Bem, a nova série, que é uma continuação daquela que iniciou em 1992 com 5 temporadas - daí ter no nome o ano de 97 - é surpreendente em muitos aspectos da história, tem uma ótima qualidade artística que nos remete ao estilo antigo, mas com ainda mais qualidade. E, em termos de continuação, preciso destacar a maturidade do enredo: nada de piadinhas clichês como a outra série estava recheada - algo para tentar conquistar e manter a imagem de juventude “descolada” que se via muito na década de 90 - para ficar talvez mais fácil de digerir, mas aqui temos muitas reflexões existenciais e sociais profundas, como muitas obras dos X-Men originalmente costumam trazer.
De surpresas para uma série com proposta nostálgica a animação está cheia, como os papéis de Magneto e prof. Xavier, as novas Sentinelas, etc. Mas quero mesmo nesse artigo destacar algumas referências nostálgicas, mais especificamente uma: os videogames!
É claro que a arte do desenho em si já traz uma pegada nostálgica em alta definição, remetendo aos quadrinhos, e o lance de Jean Grey e Ciclope utilizarem uniformes clássicos em determinado momento é fascinante, mas o episódio 4 inicia com um sacada impressionante para nós gamers.
Jubileu, que é amante dos games como nós, se surpreende com esse novo jogo que apareceu em seu quarto
Jubileu completa seus 18 anos de idade na casa dos mutantes e, na ânsia de querer comemorar bem ao seu estilo indo à uma casa de fliperamas, recebe um balde de água fria da nova liderança da equipe que a impede de sair e vai então se refugiar em seu quarto. A garota não esconde seu gosto por videogames quando chega lá e vê um console com um cartucho bem diferente: “Motendo”. Ela e o recém chegado Roberto (o mutante brasileiro Roberto da Costa, o Mancha Solar) são então sugados para dentro do jogo. Apesar das aventuras e perigos virtuais serem bem reais e assustadores para Roberto, Jubileu acha um máximo estar dentro de um videogame revelando um sonho que muitos de nós talvez já sonhamos na infância: fazer parte de um jogo! Nesse trecho do episódio podemos ver literalmente telas de gameplays no estilo 16 bits compartilhando espaço com as cenas do desenho: é emocionante e incrível para nós gamers nostálgicos!
Mas muita ação se desenrola em poucos minutos de jogo, onde os dois mutantes enfrentam um vilão maluco que quer lucrar com a audiência que assiste e joga o jogo como uma multidão que quer ver um gladiador perder para as feras no coliseu. Por providência eles são ajudados por uma cópia da Jubileu mais velha e experiente que escapou das estratégias de replicação e testes do jogo, já vem enfrentando o vilão a muito tempo e juntos conseguem então derrotá-lo, o verdadeiro boss do game.
Jubileu encarando muita ação no estilo 16 bits de Motendo
Eu disse “por providência”, pois a Jubileu mais velha trouxe um conselho importante para os dois players naquele momento oportuno: por mais que Jubileu estivesse empolgada com aquele game, ela precisava entender que nos jogos nós temos como saber tudo o que vai acontecer e seguir o que está programado, tendo certeza dos passos que estamos dando em cada ponto do jogo, em cada curva, em cada dungeon, em cada fase (tudo bem, talvez após algumas jogadas e continues perdidos). Mas a vida real não é um jogo. Nela não temos certeza de cada circunstância, de cada fato, de cada contexto com que vamos nos deparar, além de que não temos “continues” e as “fases” que passamos não temos como “jogar” de novo, e por isso é preciso se arriscar para viver, para se relacionar, para agir e sair do lugar.
Podemos dizer mais: por não sabermos o que o amanhã aqui nesta vida nos trará, precisamos crer em Deus e seguir em frente. Deus tem o controle de tudo. Deus é eterno e vê além do que podemos ver. Ele também é soberano sobre a realidade que criou e sustenta, e cumpre a sua vontade. Podemos pensar que temos certeza do futuro, nos orgulhando e nos iludindo com falsas pretensões. Mas também, pela falta de certeza se as coisas darão certo ou não, podemos ficar com medo ou desanimarmos de viver. Ou ainda agir “adoidados” dando vazão a todo tipo de impulso, sem olhar as consequências e se é algo bom ou ruim.
A cópia mais velha de Jubileu que aparece no jogo para salvá-la e lhe dar um bom conselho
Tiago nos ensina isso em sua carta que está registrada na Bíblia, onde está escrito assim: “Escutem, agora, vocês que dizem: ‘Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e faremos negócios, e teremos lucros.’ Vocês não sabem o que acontecerá amanhã. O que é a vida de vocês? Vocês não passam de neblina que aparece por um instante e logo se dissipa. Em vez disso, deveriam dizer: ‘Se Deus quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo.’ Agora, entretanto, vocês se orgulham das suas arrogantes pretensões. Todo orgulho semelhante a esse é mau. Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando.” (Tiago 4: 13-17)
Justamente por não sabermos o que acontecerá no futuro é que nós precisamos confiar em Deus e fazer alguma coisa no presente, não deixando de fazer o bem. Que nós possamos aprender as boas lições que os jogos e desenhos podem nos dar. Que você possa ouvir o que a Palavra de Deus tem a te dizer. Ela pode não mostrar com precisão quais fatos irão acontecer amanhã quando você sair de casa, mas mostra o caminho que o nosso coração deve tomar para se reencontrar com Deus, o autor da história. E quanto ao amanhã? Só confia nele humildemente e vai!
Comentários (2)
Brener Pereira Borges
Júnior Malacarne
Deixe um comentário