Metroid Prime: O Legado de Samus Aran em Primeira Pessoa
Autoria: Júnior Malacarne (com suporte de IA na pesquisa, edição e revisão)
Imagens: Internet
Fala galera! Nos encontramos de novo aqui após alguns hiatos, devido a compromissos pessoais que toda a turma da equipe MADV tem tido que lidar. Mas a espera é algo que os gamers estão acostumados, não é mesmo? (querendo ou não, sem querer me aproveitar da situação, me perdoem rsrs).
E é na espera que foram construídas grandes expectativas para o jogo que foi finalmente lançado há poucos dias: Metroid Prime 4: Beyond. Afinal, uma grande franquia desperta mesmo expectativas a qualquer boato ou anúncio de produção ou lançamento de algum jogo ou produto relacionado.
E é nessa pegada que convidamos vocês então a relembrar a trajetória de Samus Aran vista pelos seus próprios olhos, ou seja, vamos lembrar os outros lançamentos da franquia Metroid Prime, os grandes “Metroids em primeira pessoa”.
O Legado
A trilogia Metroid Prime é um marco na história dos videogames. Tendo já sido um marco com o estabelecimento das bases para o gênero “metroidvania” através dos jogos anteriores da franquia, na “subfranquia” (se é que podemos chamar assim) Prime a Big N trouxe o gênero singular focado em exploração, resolução de puzzles e aquisição de habilidades para a perspectiva em primeira pessoa. Isso conquistou uma outra gama enorme de adeptos do estilo FPS, acrescentando o fator aventura da Nintendo que é ímpar na indústria dos games.
Muitos momentos apenas explorando cenários pela visão da própria Samus traduzem uma jornada que exalta a sua determinação em enfrentar a escuridão cósmica.
Mas o que cada episódio da franquia pode trazer a você jogador, antes que se aventure “além” da trilogia em Metroid Prime 4: Beyond? E se você é daqueles que já desfrutaram (e talvez até já zeraram) esses games, ajude-nos a contar essa brilhante história:
1. Metroid Prime (2002)
Ficha Técnica
Plataforma Original: Nintendo GameCube (GC)
Desenvolvimento: Retro Studios
Publicação: Nintendo
Direção: Mark Pacini
Produção: Kensuke Tanabe
Lançamento Original na América do Norte: 17 de Novembro de 2002
Gênero: First-Person Adventure (FPS/Metroidvania)
Remasters/Relançamentos: Metroid Prime: Trilogy (Wii, 2009); Metroid Prime Remastered (Switch, 2023)
Enredo: Samus Aran atende a um pedido de socorro e acaba na órbita do planeta Tallon IV, investigando a fragata espacial infestada, a Vessel. Ela descobre que os Piratas Espaciais estão experimentando com o poderoso e mutagênico Phazon, um recurso que veio de um meteorito que atingiu o planeta 50 anos antes. A beleza natural de Tallon IV contrastando com a corrupção do Phazon cria um cenário visual e narrativo incrível para a aventura. Mas o jogo é uma corrida para impedir a proliferação do Phazon e enfrentar a entidade maligna que ele gerou.
Jogabilidade
Pioneirismo: Estabeleceu o DNA da franquia em 3D. O combate é mais focado em travar a mira (Target Lock) e desviar, exigindo estratégia e precisão.
Scanning Visor: Uma mecânica revolucionária que incentiva a curiosidade e a exploração do jogador, revelando lore, informações de inimigos e puzzles. Ler é parte do jogo!
Design de Nível: O planeta Tallon IV é um dos mapas mais interconectados e icônicos dos games, com biomas variados (ruínas, cavernas de lava, campos de gelo) que só podem ser totalmente acessados com a aquisição correta de upgrades (como as armas e as tradicionais “suits” de Samus).
2. Metroid Prime 2: Echoes (2004)
Ficha Técnica
Plataforma Original: Nintendo GameCube (GC)
Desenvolvimento: Retro Studios
Publicação: Nintendo
Direção: Mark Pacini
Produção: Kensuke Tanabe
Lançamento Original na América do Norte: 15 de Novembro de 2004
Gênero: First-Person Adventure (FPS/Metroidvania)
Remasters/Relançamentos: Metroid Prime: Trilogy (Wii, 2009)
Enredo: Samus viaja para o planeta Aether para investigar o desaparecimento de uma equipe de soldados da Federação Galáctica. Ela descobre que Aether foi atingido por um meteorito de Phazon, dividindo o planeta em duas dimensões: a dimensão da Luz (Aether) e a dimensão da Escuridão (Dark Aether). Samus deve ajudar os Luminoth, uma raça que se sacrifica para manter o equilíbrio de energia, e enfrentar sua própria sósia sombria, Dark Samus.
Dark Samus é a manifestação física do monstro Metroid Prime após ele absorver a armadura contaminada por Phazon de Samus no final do primeiro jogo. É uma entidade movida pela busca insaciável por Phazon e pela energia vital de Aether, forçando Samus a confrontar uma versão corrompida de si mesma.
Jogabilidade
Duas Dimensões: O gameplay se baseia na constante troca entre Aether (Luz) e Dark Aether (Escuridão). A Dark Aether é perigosa e drena a vida de Samus, exigindo gerenciamento de energia e estratégia de movimento.
Armas de Luz/Escuridão: Samus ganha novas armas que se contrapõem, fundamentais para a resolução de puzzles e o combate contra criaturas de cada dimensão.
Multiplayer: A adição de um modo multiplayer simples de arena, embora não seja o foco, mostra o desejo da Retro Studios de testar novas abordagens e abranger ainda mais o público característico de jogos competitivos de FPS.
3. Metroid Prime 3: Corruption (2007)
Ficha Técnica
Plataforma Original: Nintendo Wii
Desenvolvimento: Retro Studios
Publicação: Nintendo
Direção: Mark Pacini
Produção: Kensuke Tanabe
Lançamento Original na América do Norte: 27 de Agosto de 2007
Gênero: First-Person Adventure (FPS/Metroidvania)
Remasters/Relançamentos: Metroid Prime: Trilogy (Wii, 2009)
Enredo: A Federação Galáctica está sob ataque de Dark Samus e dos Piratas Espaciais, que agora utilizam Phazon ativamente para corromper planetas inteiros (incluindo o seu lar, Norion). Samus e outros Caçadores de Recompensa são infectados com Phazon, o que lhes dá acesso ao PED Suit, permitindo-lhes usar o poder do Phazon para se fortalecer (modo Hypermode), mas à custa de sua própria corrupção (se Samus usar o modo por tempo demais ou drenar o Phazon em excesso, ela se torna totalmente corrompida pelo elemento, transformando-se em uma nova Dark Samus - resultando em Game Over). A missão final é confrontar Dark Samus e o planeta senciente de Phazon, Phaaze.
Jogabilidade
Controles por Movimento (Wii): A jogabilidade foi totalmente adaptada para os controles de movimento do Wii, introduzindo uma mira precisa e intuitiva que fez muitos considerarem este o melhor esquema de controle da série.
Mais Linearidade: Em comparação com os dois primeiros, Corruption é um pouco mais linear, permitindo a Samus viajar entre múltiplos planetas (Norion, Bryyo, Elysia, etc.) e centros espaciais, dando uma sensação de escopo galáctico maior, porém com uma estrutura de missões mais definida e uma progressão de upgrades mais sequencial. A série ganhou em escopo narrativo, mas perdeu um pouco da exploração labiríntica que a caracterizava.
Hypermode e Corruption: A mecânica de Hypermode adiciona uma camada de risco e recompensa ao combate, exigindo que o jogador gerencie o nível de corrupção de Samus.
Conclusão
Esperar nos permite refletir. Antes de adentrar na nova aventura em Beyond, você já refletiu em alguns pontos importantes que a experiência de jogar Metroid Prime pode trazer a você jogador?
Primeiramente, a visão em primeira pessoa ilustra as questões que você pode ver com os seus próprios olhos:
No primeiro jogo, você luta contra a corrupção (Phazon) e pela restauração da justiça, um reflexo do chamado para combater o mal e preservar a ordem da criação;
No segundo jogo, as duas dimensões ilustram luz e trevas, uma batalha mais espiritual entre estar no mundo mas não pertencer a ele, ou encontrar no mundo coisas que podem ser tanto boas quanto ruins, resultado da queda do homem. Além disso, os Luminoth ilustram o sacrifício pelo bem e pela justiça;
No terceiro jogo, você luta com um enfoque mais pessoal, como a luta contra as tentações e pela integridade pessoal: o Hypermode ilustra um poder sedutor que oferece vitória imediata, mas ao custo de arriscar a própria alma (o que, no jogo, é representado por ser tomado pelo Phazon). Você não pode se corromper pelo mal que combate.
Em suma, podemos visualizar que Samus, diante da corrupção tanto externa quanto possivelmente interna, não vence apenas pela força ou poder, mas sim pela fidelidade à sua missão, assim como o ser humano só vence pela fidelidade ao sentido de sua vida, que está na comunhão com Deus, seu criador, através de Cristo, o Salvador.
Espero que tenham gostado deste artigo. Que ele possa te animar a conhecer o novo Metroid Prime, também a relembrar os antigos (quem sabe jogá-los novamente?!), mas principalmente a refletir nas ilustrações que trouxemos, porque tudo isso vai MUITO ALÉM DOS VIDEOGAMES!
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