Entrevista – Jefferson Prado – Felinos Games
*A entrevista a seguir foi feita pelo amigo, apoiador e colaborador, Humberto Fragão do canal e perfil 2bertogames: Instagram / 2BertoGames - YouTube que também escreveu um artigo completo sobre o game PARALLAX na edição Estra #4 da revista Muito Além dos Videogames que pode ser adquirida em formato impresso na Uiclap e em formato digital no Google Play Livros.
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1. O que motivou você a escolher o Game Boy como plataforma, especialmente considerando que é um console lançado há mais de 30 anos?
R. O Game Boy sempre foi um console especial pra mim. Fez parte da minha adolescência quando tive um Game Boy Color. O primeiro projeto foi um jogo curtinho chamado Pedra Cuca. Ele conta a história real que aconteceu entre eu e meus amigos. Esse jogo serviu de aprendizado para desenvolver novos jogos para Game Boy. Ele não é comercializado e é só a rom.
2. Quais foram os maiores desafios técnicos que você enfrentou ao desenvolver para o hardware limitado do Game Boy?
R. As limitações. A gente projeta muita coisa para um jogo, mas acaba sendo impedido devido às limitações do hardware. Precisa calcular muito cada etapa pra encaixar tudo.
3. Como foi o processo de produção física do cartucho, desde a fabricação até a embalagem?
R. Inicialmente não sabia se era possível ter cartuchos para o jogos da Felinos Games. Mas pesquisando sobre o assunto em conteúdo gringo, vi que seria possível. Então fui em busca de material, placas, shells e labels. No começo foi só a venda dos cartuchos sem as caixas, pois não encontrava ninguém que fizesse as específicas para o Parallax, só reproduções de jogos antigos para Game Boy. Mas através do Rafa do Mão na Luva, conheci o Vinicius da Prisma Games que confecciona as caixas e berços para a Felinos Games.
4. Você enxerga uma comunidade ativa de fãs e desenvolvedores de Game Boy no Brasil? Como é o contato com eles?
R. Sim. Tem uma galera bem criativa pelo Brasil, a maioria são feitos por fãs, mas tambem possui estúdios que estão movimentando a cena retrogamer nacional com mídias físicas e rom. Tenho mantido contato com alguns, e sempre procuro conhecer mais e ajudar a divulgar. E ainda tem bastante gente que gosta dos jogos de Game Boy.
5. Que conselho daria para outros desenvolvedores brasileiros que sonham em criar para consoles retrô?
R. Sonhe, rascunhe e mão na massa! Hoje tem muitas ferramentas disponíveis para desenvolvimento de jogos para vários consoles. E também existem cursos para roteiros, pixel arte, música em games, etc.
6. Por que você resolveu fazer um jogo novo para um videogame que é mais velho que muita gente que vai jogar?
R. Além da paixão por games antigos, quero contribuir com o movimento retrogame, produzindo novos jogos. E é bom ver novas gerações conhecendo novos jogos para consoles antigos.
7. Qual foi o maior “perrengue” que você passou durante o desenvolvimento?
R. Deu problema no HD do computador e só tinha um backup antigo. Tive que refazer muita coisa que foi perdida. Então crianças, façam backup todos os dias pelo menos (rs)
8. Qual parte do jogo você mais se orgulha de ter criado?
R. A história e a música do trailer. A música da abertura também foi legal, foi composta no violão e depois transcrita para 8bits. Mas gosto muito do resultado como um todo.
9. Como foi ver o jogo rodando no Game Boy de verdade pela primeira vez?
R. Foi simplesmente fantástico! Foi ver que o projeto iria além de uma rom. Poder entregar um jogo de Game Boy em mídia física em pleno 2024 foi incrível.
10. Já tem ideia do próximo projeto?
R. Sim. O desenvolvimento já está em andamento, e também terá mídia física. E não será uma continuação do Parallax.
*Conheça o trabalho do Jefferson e da Felinos Games no Instagram!
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