1976 - O que aconteceu no mundo dos games há 50 anos?
Júnior Malacarne: autor (com auxílio de IA na pesquisa e na revisão textual)
Luiz Miguel Gianelli: revisão de conteúdo
*Imagens e vídeo: Internet
Olá, gamers de todas as idades! Estamos começando mais um ano aqui no blog ao lado de vocês leitores, e como isso é bom!
É interessante como o início do ano é uma época em que costumamos refletir sobre o tempo que passou e o tempo que virá. Avaliamos o caminho que traçamos para chegar até aqui, os pontos altos e baixos, agradecemos ou lamentamos… Isso porque, para facilitar nossa reflexão e nossos planejamentos, marcamos o tempo com dias, semanas, anos… décadas! É verdade: nestes dias, eu estava pensando em como algo que parece tão recente, como os videogames, já tem algumas décadas de história para se contar.
Nessa viagem de pensamento, decidi revisitar o passado para descobrir o que aconteceu no universo dos games há 50 anos. Será que houve algo de tão expressivo, ou teremos ido longe demais? Vamos descobrir juntos!
Há 50 anos os games já divertiam muita gente tanto com os arcades quanto com os consoles
Os Fliperamas
Sim, em 1976, a diversão com jogos eletrônicos já estava em pleno avanço. Em alguns aspetos, ainda dava os primeiros passos; em outros, já celebrava grandes marcos. Os arcades e os chamados jogos “eletromecânicos” estavam a todo vapor. As casas de fliperama já formavam uma grande onda na cultura popular em que muitas empresas queriam surfar, e os jogos eletromecânicos eram uma forma curiosa de se divertir, dadas as limitações da tecnologia da época (aqui podemos incluir os famosos pinballs, outras máquinas iluminadas que usavam alavancas e outros dispositivos à base de fichas, e alguns jogos semi-estáticos de corrida).
O jogo F1, da Namco, foi uma dessas máquinas eletromecânicas (EM) que fizeram muito sucesso naquele ano, sendo considerado o mais rentável no Japão pela revista Game Machine. A Taito, outra gigante dos arcades, desenvolveu “Ball Park”, lançado pela Midway e que atingiu o topo entre os jogos já totalmente eletrônicos. Já no ocidente, “Sea Wolf”, um jogo de tiro da Dave Nutting Associates que simulava um submarino com um periscópio real, foi o mais lucrativo de arcade nos Estados Unidos. Em seguida, Gun Fight (tiro) e Wheels (corrida) da Taito garantiram seu lugar no pódio, todos fabricados pela Midway.
Enquanto nomes como Atari, Midway, Taito, Namco e Sega já eram grandes desenvolvedoras e publicadoras há 50 anos, a empresa Data East (que este que vos escreve conheceu por sucessos posteriores como “Caveman Ninja/Joe & Mac” e “Side Pocket”) foi fundada naquele ano.
Jogos de tiro e corrida eram marcantes nas casas de fliperama daquela época. Night Driver foi um de corrida lançado pela Atari, enquanto a Sega publicou em 76 o “Man T.T./Motocross/Fonz”, um dos primeiros jogos de corrida de motocicletas, utilizando uma perspectiva pseudo-3D e em terceira pessoa. Contudo, outros estilos de jogos do paradigma arcade (que facilitavam a contagem de pontos e a coleta de fichas) também ocuparam muito espaço, como o famoso “Breakout”, lançado também em 1976 pela Atari. Ele era uma “evolução” do Pong e foi baseado em um protótipo desenvolvido anos antes por ninguém mais, ninguém menos que Steve Jobs e Steve Wozniak, fundadores da Apple.
À esquerda: a máquina EM F1 da Namco e seu curioso mecanismo analógico interno (veja o vídeo abaixo). À direita: anuncio do famoso Sea Wolf com sua jogabilidade imersiva para a época
Os Consoles
Mas enquanto as máquinas de arcades já forneciam algumas experiências variadas em si, os consoles caseiros até então eram bem mais limitados, como o Magnavox Odyssey que vinha com overlays de plástico de temas diferentes e que eram colocados sobre a tela da TV, aproveitando o mesmo padrão de jogo por trás. O grande sucesso era o padrão “Ball and Paddle”, que marcou o que muitos chamam de “a Era Pong”.
Contudo, 1976 foi um ano revolucionário, em que a empresa Fairchild lançou um aparelho com microprocessador real, o primeiro a utilizar cartuchos. Agora sim, com o “Channel F” (ou “VES” - Video Entertainment System), a diversidade chegava a um novo nível e um novo padrão era lançado no mercado. Seus jogos Tic-Tac-Toe, Shooting Gallery e Blackjack já mostravam as grandes possibilidades que os games poderiam trazer.
A Coleco, grande nome dos consoles da época, também lançou o seu Coleco Telstar, e a Magnavox lançou o Odyssey 300.
Acima, os criativos overlays do Odyssey que driblavam as limitações tecnológicas; abaixo, o revolucionário Fairchild Channel F com os primeiros cartuchos do mercado
Notícias Chocantes
Em 1976 também ocorreram fatos que marcaram a indústria dos games para além de lançamentos de máquinas ou jogos.
A Atari já estava sendo comprada por outra companhia, a saber, a Warner Communications. A Apple também foi fundada naquele ano e veio a se tornar uma gigante dos computadores, que carregou o lançamento de muitos games de sucesso posteriormente (como Prince of Persia em 1989).
A Sega publicou “Heavyweight Champ”, o primeiro jogo eletrônico a apresentar luta corpo a corpo. Já a Exidy lançou “Death Race” para os fliperamas, gerando talvez a primeira grande polêmica do ramo: era um jogo de corrida que consistia em atropelar gremlins. O game causou indignação pública sobre violência nos jogos eletrônicos e foi proibido em muitas regiões — foi a primeira vez em que a sociedade discutiu a moralidade nos videogames.
O polêmico Death Race da Exidy que suscitou discussões sociais sobre a moralidade nos videogames
Conclusão
Temos uma rica história no ramo dos jogos eletrônicos e fatos marcantes que já comemoram seus 50 anos. É muito gratificante olhar para trás e conhecer a história e o legado desse nicho que tanto amamos e com o qual tanto nos identificamos. Desejamos que 2026 possa ser um grande ano para os games e para os gamers, e que possamos continuar caminhando juntos, agregando mais amigos e celebrando a alegria, a amizade e a fé, se possível, com um controle na mão. Lembrando sempre que tudo isso vai Muito Além dos Videogames!
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